O número de mortes subiu ontem para 22, por causa das chuvas que atingem Minas Gerais desde o início do ano. Segundo a Polícia Militar do Estado, pelo menos 18 pessoas morreram desde as 20h de sexta-feira. Este número pode aumentar com a busca de dez pessoas que estariam sob os escombros de duas casas no bairro Piedade, em Ouro Preto (92 quilômetros de Belo Horizonte).
A Polícia Militar da cidade histórica informou que duas das 13 pessoas que estariam nas casas haviam sido resgatadas até as 10h de ontem. Júnia Carina Leocádio, 4, foi hospitalizada na Santa Casa de Ouro Preto, enquanto sua irmã Juliana Anselmo Leocádio, 14, foi encontrada morta. Em Betim (região metropolitana de Belo Horizonte), um casal e quatro filhos morreram no desabamento de uma casa. O único sobrevivente da família foi uma criança de dois anos, socorrida pelos vizinhos.
No bairro Aparecida (região noroeste da capital mineira), uma casa desabou às 22h de sexta-feria matando Flávia Nunes Campos, 6, Antônio Maurício Campos, 46, Carlos Roberto Ferreira, 38, e uma menina de seis anos, identificada como Cristina. Morreram também Carlos Donizete Mesquita, 38, e o filho Jorge Anderson, 16, soterrados quando assistiam televisão em um barraco no Jardim Alvorada (região Noroeste). Sua mulher e um filho de quatro anos foram internados no hospital João 23.
Na região metropolitana, outro desabamento provocou a morte de Lecy Maria da Silva, 18, e o filho Augusto H. da Silva, de um ano, no município de Ribeirão das Neves. Priscila Graziela de Souza, 11, morreu soterrada por volta de 3h de ontem na favela do Cafezal (zona sul).
A PM não informou os nomes de duas pessoas que morreram em um desabamento na região da Pampulha. As três principais saídas rodoviárias da capital mineira estavam bloqueadas até as 11h de ontem devido à queda de barreiras.

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