Curitiba - A chuva no Litoral do Estado na madrugada de ontem provocou estragos e muitos alagamentos nas cidades turísticas de Morretes e Antonina. Os dois municípios ficaram praticamente ilhados. O acesso principal pela BR-277 foi interrompido por causa do transbordamento do Rio Marumbi. O único caminho até as cidades era pela estrada da Serra da Graciosa, que não permite o tráfego de caminhões. A chuva também causou alagamentos em Guaratuba e Paranaguá.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a chuva intensa da madrugada coincidiu com a maré alta, que também contribui no alargamento dos rios. De acordo com informações do Simepar, a estação hidrológica situada no Km 41 da BR-277 registrou 81 milímetros de chuvas na quinta-feira e ontem o volume acumulado era de 118, quase a metade da média climatológica para março, que é de 230 milímetros.
De acordo com informações da Comunicação Social do 8º Grupamento de Bombeiros, a chuva resultou no alagamento de 75 casas na Vila São Jorge, em Paranaguá, com 19 desabrigados. Em Antonina, dez casas foram atingidas por causa de um deslizamento de terra e cinco famílias ficaram desalojadas. Em Guaratuba, 20 residências foram atingidas e ninguém ficou desabrigado. O trabalho de resgate envolveu 50 bombeiros.
Morretes foi o município mais atingido, com 70% da área urbana alagada, o local teve 840 pessoas afetadas pela chuva, 750 casas alagadas e 65 desabrigados.
Deslizamento
O temporal que atingiu a região litorânea do Paraná e divisa com Santa Catarina causou deslizamentos de terra, desabamento de parte da pista e alagamento. Tudo isso ocasionou grandes transtornos para quem precisava descer para o Sul do País, a partir de Tijucas do Sul (PR), e subir, a partir de Garuva (SC). Os dois trajetos estavam bloqueados até o fechamento desta edição. Nenhum carro subia, nenhum carro descia.
Com as forte chuvas, as filas de acesso ao Porto de Paranaguá correm o risco de aumentar. De acordo com a assessoria de imprensa do Porto, até o final da tarde de ontem nenhum caminhão havia sido descarregado porque o volume de água era muito intenso e impossibilitava o trabalho.

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