A chuva que caiu em Londrina, após dois meses de estiagem, trouxe como consequência o fechamento do aeroporto para pousos e decolagens e o cancelamento de pelo menos seis vôos ontem. À tarde, passageiros estavam indignados com a dificuldade para embarcar.
O jogador de futebol, Adriano Spadoto, 30 anos, estava prestes a desistir de voar para Fortaleza, onde vai disputar a Série B do Campeonato Brasileiro. Desde anteontem, ele tentava embarcar. O vôo havia sido adiado três vezes até o início da tarde de ontem.
''Toda hora falam pra gente que não tem teto para decolar. É um absurdo uma cidade desse porte não ter os equipamentos necessários para que os vôos possam sair'', alfinetou.
Voltando do Japão para Diamante do Norte, a dona de casa Aurora Itamura, 53, atrasou mais de 24 horas para descer em Londrina por causa do fechamento do aeroporto na tarde de anteontem. ''Tinha muita gente xingando no avião. Mas o tempo estava bem fechado e acho que não tinha o que fazer. E se Deus mandou a chuva a gente tem que aceitar'', conformou-se. Outros passageiros tiveram seus vôos adiados até seis vezes.
Desde o início da tarde de anteontem, o aeroporto alternou momentos fechados, abertos e de operação por instrumentos. A previsão, de acordo com o superintendente da Infraero, Carlos Haroldo Novak, é que a situação fique mais tranquila hoje, uma vez que a previsão é que a chuva diminua.
''Um equipamento como ILS pode reduzir em 50% o número de horas de fechamento do aeroporto. Mas resolve apenas quando o problema é a neblina, mas não quando a chuva é muito pesada'', explicou Novak. Até o fim da tarde de ontem, seis vôos haviam sido cancelados. Na segunda-feira, foram sete cancelamentos.

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