Chuva esvazia festa de Copacabana
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terça-feira, 02 de janeiro de 2007
Beatriz Coelho Silva<br>Agência Estado 
Rio - Depois de três madrugadas marcadas pela violência, o réveillon no Rio foi tranqüilo e não houve registro de novos atentados a prédios públicos. Uma chuva imprevista, que começou na manhã do dia 31, varou a madrugada e continuou no primeiro dia de 2007, esvaziou a festa de Copacabana, na zona sul do Rio. O público foi de 1,5 milhão de pessoas, segundo a Riotur, empresa municipal que organiza a festa. Em compensação, Ipanema teve mais gente que o esperado.
Depois dos fogos, uma multidão migrou de Copacabana para Ipanema, que chegou a reunir 1 milhão de pessoas. Na Barra, o Réveillon dos Orixás não teve fogos de artifícios. O Corpo de Bombeiros suspendeu o espetáculo porque as balsas estavam próximas da areia.
As ruas que ligam Ipanema e Copacabana ficaram lotadas logo após a queima de fogos de artifício, que durou cerca de 20 minutos. Dentro do mar, próximo à praia, seis transatlânticos pararam para os passageiros assistirem à festa e sua iluminação foi uma atração para quem estava na praia.
O esvaziamento de Copacabana agradou aos moradores. Assim fica melhor, pois a gente não se perde da família e dos amigos, comentou Helenilce Braga Costa, que estava com duas filhas, os genros e cinco netos. Ela mora em Copacabana desde os anos 70 e, recentemente, havia deixado de comparecer à praia por medo da multidão.
O turista inglês Warick Smith, que passou seu primeiro réveillon no hemisfério Sul, adorou tudo. Ele mora em Londres e veio encontrar-se com a namorada, a advogada Sandra Pires Calzonne, que é de São Paulo. As pessoas se abraçam, mesmo sem se conhecer. Na Inglaterra ninguém faz isso, nem no dia de ano novo, disse.
Como havia muito menos gente, quase não houve filas no metrô. Dos 126 mil ingressos de ida, com horário marcado, oferecidos, 108 mil foram vendidos e só os que eram para 20, 21 e 22 horas se esgotaram. Dos 100 mil bilhetes de volta, sem hora marcada, só 72 mil foram vendidos. O trânsito também ficou menos engarrafado. A não ser nas duas primeiras horas de hoje, quando os ônibus passavam lotados, o tráfego o fluiu bem até de manhã.
Até o lixo foi menor este ano. A Companhia de Limpeza Urbana esperava recolher 200 toneladas, 100 a menos que nos outros anos.
Em São Paulo, uma chuva de 5 milhões de confetes metalizados e o vôo de 10 mil balões brancos marcaram a contagem regressiva para a virada do ano na décima edição do Réveillon na Avenida Paulista. Cálculos da Polícia Militar apontam para a presença de 2,2 milhões de pessoas. A queima de fogos, no explodir do Ano Novo, durou 15 minutos. Foram usados 80 mil tiros e 3.000 bombas multicoloridas no espetáculo pirotécnico.


