Goiânia - Pelo menos 80 prédios - 55 residenciais e 25 comerciais - foram destruídos pelas chuvas nos dois últimos dias do ano passado no centro histórico da cidade de Goiás, segundo dados da Defesa Civil. Outras 242 casas sofreram avarias, e 17 ainda correm risco de desabamento. Há 195 desabrigados.
O levantamento completo dos prejuízos financeiros provocados pela enchente que atingiu a parte baixa do município servirá de base para pleitear verbas federais para a reconstrução do centro histórico. O governo estadual destinará R$ 300 mil para obras de saneamento, telefonia e energia.
A prefeitura tentará antecipar o financiamento de R$ 3 milhões, pedido ao Banco Mundial recentemente, e o remanejamento da verba de R$ 90 mil solicitada ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico, Natural e Artístico Nacional) para a reconstrução do quartel do Exército local. ‘‘A primeira providência será fazer o escoramento dos prédios históricos’’, afirmou a chefe da divisão técnica do Iphan, Maria Cristina Portugal.
Um inventário dos danos arquitetônicos e urbanísticos também será apresentado à Unesco no próximo dia 12 para solicitar verbas para a restauração.
A cidade de Goiás foi escolhida como patrimônio histórico da humanidade em junho. A oficialização do título aconteceu em dezembro, na Finlândia.
Durante os dois anos em que o município preparava a candidatura, foram gastos R$ 34 milhões para obras de saneamento e instalação de fiação subterrânea. A prefeitura estima que 20% desse trabalho foi perdido.
O prefeito de Goiás, Boadyr Veloso (PPB), disse que ‘‘a última vez que choveu com tanta intensidade foi em 19 de fevereiro de 1839, quando a igreja Nossa Senhora da Lapa foi destruída’’.

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