Caíram 10 metros do muro do Cemitério São Pedro e, por segurança, outros 20 precisaram ser derrubados; obra será refeita em 30 dias, promete Acesf
Caíram 10 metros do muro do Cemitério São Pedro e, por segurança, outros 20 precisaram ser derrubados; obra será refeita em 30 dias, promete Acesf | Foto: Anderson Coelho



O temporal que atingiu Londrina no início da tarde desta quarta-feira (20) causou estragos e transtornos principalmente nas regiões central e norte da cidade. No centro, pelo menos 12 quedas de árvores foram registradas, semáforos ficaram desligados e estabelecimentos comerciais tiveram que baixar as portas por conta da chuva. Mas a situação mais grave da cidade foi registrada na Vila Portuguesa, onde 20 casas ficaram alagadas (leia mais nesta página). O novo temporal ocorreu exatamente uma mês após as intensas chuvas registradas em 20 de novembro, quando árvores caíram, houve destelhamentos e alagamentos em muitas ruas e avenidas.

O grande volume de água derrubou cerca de 10 metros de muro do Cemitério São Pedro, na rua Professor João Cândido. Engenheiros da prefeitura fizeram uma avaliação dos danos e condenaram outros 20 metros, que foram derrubados pelos operários da prefeitura para evitar acidentes. O superintendente da Acesf (Autarquia de Cemitérios e Serviços Funerários), Douglas Carvalho Pereira, informou que para evitar a burocracia dos trâmites burocráticos, os reparos devem ser realizados pela própria autarquia. Segundo ele, o local será isolado por tapumes e, em no máximo 30 dias, o muro deverá ser reerguido.

Na rua Piauí, na região central, duas árvores caíram na região da Concha Acústica. Várias lojas do centro comercial ficaram alagadas. Janaína Mendes Alves, atendente de um bar, contou que a chuva chegou de repente. "Foi muito rápido. A água foi invadindo tudo, tivemos que baixar a porta. O vento causou faíscas na fiação elétrica e a enxurrada quase derrubou as motos estacionadas aqui", relatou. Segundo ela, o ápice da chuva e as rajadas de vento duraram cerca de 10 minutos.

O porteiro do Centro Comercial, Ronei Ferreira da Silva, fez vistorias no prédio. Segundo ele, apesar do volume de água, não houve prejuízos. "Tivemos apenas alguns transtornos, como alagamentos e uma árvore que já está sendo retirada", contou.

Quedas de árvores também foram observadas nas avenidas Duque de Caxias, Minas Gerais e Juscelino Kubitscheck. Algumas chegaram a interditar o trânsito, que ficou caótico no início da tarde. Agentes de trânsito da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) precisaram controlar o tráfego nos pontos mais críticos.

Segundo o coordenador adjunto da Defesa Civil em Londrina, Demerval Anderson do Carmo, os serviços meteorológicos apontaram que os ventos chegaram a 60 quilômetros por hora, principalmente na área central da cidade. "A chuva foi intensa e rápida", descreveu. Carmo citou também alagamentos no Jardim Progresso (zona norte). "A região central foi a mais afetada. O temporal seguiu para a zona norte, mas perdeu força", detalhou. Apesar disso, de acordo com a prefeitura, árvores também caíram em cemitérios dos distritos de Lerroville e Paiquerê (zona sul).

Uma equipe da Secretaria Municipal de Educação também percorreu escolas e creches para verificar se houve estragos nas unidades da rede municipal. Até a tarde, já haviam sido identificados alagamentos nos CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil) Clelia Regina Guilherme de Almeida Zotelli, na Vila Portuguesa, e Valéria Veronesi, na região central.

Algumas UBS (Unidades Básicas de Saúde) também tiveram pequenos pontos de alagamentos e goteiras, principalmente nas farmácias. O funcionamento destas unidades não foi interrompido. Na Maternidade Municipal Lucilla Balallai, algumas pacientes foram transferidas de salas em razão de danos causados pelas chuvas.

Em caso de alagamentos, desabamentos ou quedas de árvores em vias públicas, a população deve informar a Defesa Civil no telefone 199, ou o Corpo de Bombeiros, no 193.

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