Chuva destrói casas e faz uma vítima
Marta Medeiros
De Maringá
Especial para a Folha
Meia hora de chuva forte, anteontem à noite, em Maringá, alagou casas, derrubou árvores, provocou violentas enxurradas e a morte da empresária Cristina Magalhães Barros (veja texto nesta página). Parte do sistema interurbano de telefonia ficou interrompido até o início da tarde de ontem. A tempestade derrubou cerca de 70 árvores em toda a cidade e as galerias pluviais não conseguiram dar vazão à agua.
Conforme a Estação Climatológica da Universidade Estadual de Maringá (UEM), o índice corresponde quase ao dobro de chuvas ocorridas no mês passado, quando foram registrados 46 milímetros de precipitação pluviométrica. Somente em 1996, o município viveu uma situação parecida: em 24 horas, registrou 111 milímetros de chuva.
O prefeito Jairo Gianoto (PSDB) disse que é difícil um município estar preparado para uma tempestade como a verificada anteontem. Em meia hora achamos que tudo iria acabar em água. Ainda assim, não tivemos quase nada de prejuízos se compararmos com Astorga, afirmou Gianoto. Para o prefeito, o sistema de galerias e de condutores de telefonia não tiveram dimensão suficiente para quantidade de água de terça-feira. A chuva foi bem atípica, considerou Gianoto.
O gerente geral da Telepar em Maringá, Antonio Carlos Tavares, disse que o sistema ficou afogado. Até ontem no início da tarde, a cidade estava com as linhas interurbanas parcialmente interrompidas. Na área central, cerca de mil telefones foram atingidos pela queda da energia e afogamento do sistema de telefonia. As ligações telefônicas se normalizaram somente ontem à tarde.
Várias casas em diversos bairros de Maringá foram atingidas pela lama, mas o caso mais grave ocorreu na Vila Morangueira, onde uma casa foi totalmente destruída pela enxurrada. A família foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e alojada pela prefeitura em um hotel. No Conjunto Campos Elíseos, a casa de Sérgio Godinho desabou e uma das filhas, menor, foi levada pela correnteza. Godinho conseguiu salvar a criança, sem ferimentos, próximo ao Córrego Osório, nos fundos do bairro.
O Parque do Ingá, um dos cartões postais de Maringá, ficou fechado ontem de manhã para limpeza. A chuva derrubou galhos de árvores e levou muita lama para as passarelas. Pela manhã, dezenas de estudantes da região esperavam pela abertura do parque o que só aconteceu por volta das 13 horas.
Na Central de Informações Turísticas e na Escola de Informática do Provopar, que ficam no subsolo do Centro de Convivência Comunitário, a água alcançou um metro. Funcionários conseguiram retirar os computadores da escola e levá-los para a prefeitura, mas os móveis da Central Turística são embutidos e ficaram enxarcados. A quadra do Ginásio Chico Neto também ficou inundada na manhã de ontem. Uma equipe do Corpo de Bombeiros começou a retirar a água ontem. Previsão é de que o serviço termine hoje. (Colaborou Lucinéia Parra)Galerias pluviais não suportaram o volume de água e ruas ficaram alagadas, casas destelhadas e 70 árvores foram derrubadas
Fotos Marcos NegriniPREJUÍZOSEnxurrada destruiu completamente uma casa na Vila Morangueira, em Maringá; prefeito Jairo Gianotto considerou a chuva atípica e disse que dificilmente uma cidade estaria preparada para uma tempestade como a de anteontem à noite





