Chuva desabriga 300 na fronteira
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sábado, 01 de fevereiro de 1997
Antônio França Sucursal de Foz do Iguaçu 
Elza AndréaDebaixo dáguaNa confluência dos rios Paraná e Iguaçu, a vazão subiu de 12 mil para 32,3 mil metros cúbicos. O nível do rio Paraná subiu 15,5 metros acima do normal. Cerca de cem barracos da Favela San Rafael, no Paraguai, foram alagadosAs chuvas que caem em várias cidades brasileiras deixaram pelo menos 300 pessoas desabrigadas em Ciudad del Este, na fronteira entre Brasil e Paraguai. Em Foz do Iguaçu, com a cheia do rio Paraná, o afluente Boicy ficou represado. Na Vila Bancária, região central da cidade, vários barracos estão de baixo dágua.
A Prefeitura voltou a retirar famílias ribeirinhas nas margens dos rios Paraná e Iguaçu. Ao todo, foram transferidas 20 famílias que estavam em locais de risco. Na região, apenas alguns chuviscos foram registrados. Isso fez com que os moradores ribeirinhos estranhassem o nível da água do rio Paraná. Toda essa água deve estar vindo da nascente, dizia a pescador Jorge Ribeiro da Silva.
Dentre as famílias removidas da área de risco está a do catador de papel, Severino Barbosa, de 30 anos. Ele e a mulher Neide, grávida de seis meses e mais dois filhos pequenos do casal, foram transportados junto com a casa e os móveis num caminhão caçamba. Apesar da remoção, mais 25 famílias estão em área de risco. Muitas delas, apesar das determinações da Prefeitura e Corpo de Bombeiros, estão se negando a deixar o local.
O vice-prefeito de Foz, Paulo Mac Donald Ghisi (PDT) pediu R$ 1 milhão ao governo do Estado para assentar cerca de 500 famílias que moram em favelas da região central.
A situação mais crítica, porém é registrada em Ciudad del Este, no Paraguai. Cerca de cem barracos da Favela San Rafael foram alagados. As famílias estão abrigadas na Seccional Colorada (sede do partido do prefeito Juan Carlos Barreto).
Na confluência dos rios Paraná e Iguaçu, a vazão subiu de 12 mil para 32,3 mil metros cúbicos. O nível do rio Paraná subiu 15,5 metros acima do normal. Nas comportas da Usina de Itaipu estão passando 18,1 mil metros cúbicos de água por segundo. Hoje, a empresa deve abrir a terceira e última comporta. Segundo previsões da hidrelétrica é de que o nível começa abaixar à partir de amanhã.


