A chuva deixou mais de 1.500 desabrigados no Vale do Ribeira, no sul de São Paulo. A situação ontem era mais grave em Registro, a 185 quilômetros de São Paulo, onde o rio Ribeira do Iguape estava 2,30 metros acima de seu nível normal.
Segundo a Defesa Civil, 760 pessoas tiveram as casas inundadas e estão abrigadas em escolas, igrejas e centros comunitários da prefeitura. As famílias receberam colchonetes, cobertores e alimentos. Outros 700 moradores, desalojadas pelas águas, estão abrigados em casas de parentes.
‘‘A situação pode se agravar porque continua chovendo’’, disse o coordenador regional da Defesa Civil, Ney Ikeda. Segundo ele, vários bairros periféricos e rurais, como Guaviúra, Boa Vista e Alay Correia, estavam isolados. A Defesa Civil usou barcos cedidos pelo Corpo de Bombeiros e pela Polícia Florestal para levar cestas básicas às famílias ilhadas.
Pelo menos dez casas corriam risco de desabamento, nas margens do rio. Os moradores foram retirados na noite de sábado, quando o nível do rio atingiu o ponto mais alto, com 2,34 metros acima do normal.
Em Eldorado, 40 quilômetros antes de Registro, o Ribeira de Iguape continuava ontem com o nível elevado e cerca de 100 pessoas estão desabrigadas. Em Iporanga está mais baixo. O nível do Rio Ribeira está sendo monitorado pela Defesa Civil desde o município de Ribeira, na divisa com o Paraná, até a foz, no Atlântico, em Iguape.
‘‘De Eldorado para cima, o rio está baixando’’, disse Ikeda. Mas o excesso de água, que ontem inundava Registro, deverá causar problemas rio-abaixo hoje, atingindo principalmente Iguape, segundo Ikeda. ‘‘Já temos alguns bairros rurais isolados nesse município mas, em razão da dificuldade de comunicação, não sabemos quantas pessoas precisam de ajuda’’, disse. Estavam ilhados, segundo ele, os bairros de Jairê, Bocuí, Boicó e Estaleiro. (Leia sobre as chuvas no oeste e sudoeste no Paraná na página 7)

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