Chuva de meteoros começa na quarta-feira
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segunda-feira, 15 de novembro de 1999
Por Adriana Dias Lopes 
São Paulo, 15 - Começa na madrugada de quarta-feira (17) e se estende até quinta-feira (18) a chuva de meteoros Leonídeas
um dos mais belos espetáculos celestes visíveis a olho nu. O pico deste ano deverá ocorrer entre 3 horas e 5h30 do dia 18, quando aproximadamente 50 meteoros por hora a 71 quilômetros por segundo iluminarão o céu na direção da constelação de Leão. "Qualquer previsão em relação à chuva está sujeita a erros", diz Paulo Prado Batista, coordenador de ciências espaciais e atmosféricas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
A chuva é causada pela passagem da Terra por uma região ocupada por detritos de cometas. Os meteoros são restos do cometa Tempel-Tuttle, com órbita em torno do Sol a cada 33 anos. Vista da Terra, a chuva parece vir de um mesmo lugar do céu, chamado radiante. Os Leonídeos têm esse nome porque seu radiante é na constelação de Leão. A previsão para este ano é de quase 1 por minuto - a quantidade normal de meteoros visíveis é de 5 a 10 por hora. O local privilegiado de observação será o oeste da ásia, onde está previsto um pico de 800 meteoros por hora. O fenômeno sempre trapaceou os astrônomos. "Há um grande número de influências, como a atração gravitacional dos planetas e o vento solar - partículas emitidas pelo Sol -, que impedem o cálculo exato da quantidade e o momento do ponto máximo da chuva", garante Batista, do Inpe.
Mesmo tendo de enfrentar as duas madrugadas para presenciar o espetáculo, o observador corre o risco de perdê-lo. "Céu aberto e o mínimo de luz em volta são fundamentais para a observação dos Leonídeos", lembra Tasso Napoleão, coordenador da Rede de Astronomia Observacional (REA). "É fundamental sair da cidade." A observação a olho nu é a mais indicada. Batisa explica que os Leonídeos podem prejudicar, numa possibilidade remota, os satélites espaciais. "Os meteoros podem formar uma espécie de plasma, danificando componentes eletrônicos e produzindo curtos-circuitos no equipamento."


