Chuva de granizo assusta londrinenses
Chuva de granizo assusta londrinenses
Distrito de Guaravera foi o mais atingido; à noite, moradores e defesa civil trabalhavam para recuperar casas
Alexandre Sanches
De Londrina
Paulo WolfgangBOLAS DE GELOPresidente do Conselho Comunitário do distrito de Guaravera, Hélio Pereira da Mota, mostra pedras de granizo que atingiram a casa onde mora A forte chuva que caiu no final da tarde em Londrina provocou prejuízos no distrito de Guaravera (40 km ao sul do município). Uma tempestade de granizo segundo moradores, com pedras maiores que bolas de tênis de mesa de aproximadamente três minutos, seguida de chuva forte, destruiu parcialmente centenas de telhados em pelo menos 100 casas do distrito. A chuva de granizo foi localizada e atingiu apenas uma faixa do município. Na zona rural, prejuízos foram maiores, principalmente nas plantações de café e granjas de frangos.
O sub-prefeito de Guaravera, Arthur Franco da Silva, disse que pelos levantamentos preliminares, cerca de 100 casas foram afetadas, mas considerou que as que mais necessitavam de ajuda chegavam a 50. Não houve feridos.
A Defesa Civil e a prefeitura de Londrina liberaram 1.800 metros quadrados de lonas plásticas para cobrir as casas. Até às 20 horas, muitos moradores foram até a sub-prefeitura atrás de cobertura. Acredito que muitas pessoas vão nos procurar até amanhã (hoje). Os estragos na zona rural foram muitos, salientou o sub-prefeito.
Hoje, técnicos da Cohab e da Defesa Civil farão um levantamento minucioso dos prejuízos causados nas residências para saber a quantidade de telhas necessárias. Estrago maior foi no Conjunto Aureliano Manoel da Costa. Ontem à noite as famílias trabalhavam em regime de mutirão para recuperar as casas mais afetadas.
O lavrador Mauro Pereira da Silva, 28 anos, estava com pressa em cobrir a sua casa de 25 metros quadrados, onde mora com a mulher e oito filhos. Na hora da chuva ele estava numa roça, distante 10 quilômetros. Eu pensei que ia morrer, pois estava num descampado quando começou a chover granizo. Depois de levar várias pedradas, consegui me esconder num bananal, comentou. Ele disse que só pensava na família.
A mulher de Silva, Maria das Graças Alves Ribeiro, 33 anos, estava em casa com seis filhos os maiores estavam na escola quando começou a chuva. Fiquei desesperada. Escondi os filhos menores dentro do guarda-roupa e tentei acalmar os outros, relatou. Na cobertura de amianto, 26 grandes buracos eram as provas do susto.
A cerca de 100 metros da casa de Silva, o borracheiro Marcos Geraldo Santos e a mulher Verônica tambném trabaçhavam colocando lona sobre a casa e enxugando a cozinha, que ficara totalmente inundada.





