As chuvas do final de semana atrapalharam a saída das 350 famílias de sem-terra da Fazenda Santa Rosa, no interior de Goiás. Os 17 caminhões do governo do Estado não conseguiram chegar ao acampamento por causa do lamaçal. A transferência, resultado de um acordo entre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Estado, deverá acontecer hoje, caso pare de chover na região. A Polícia Militar, que estava há um mês na área, também já está deixando o local.
Depois de uma semana tensa, a tranquilidade voltou ao acampamento dos sem-terra, armado estrategicamente perto de uma serra. Alguns dos trabalhadores rurais começaram a desarmar as barracas de lonas, que serão transferidas para uma área da Companhia de Eletricidade de Goiás (Celg), a cinco quilômetros da fazenda Santa Rosa. Outros estão na mata tirando madeira para levar para o novo acampamento, onde as 350 famílias ficarão provisoriamente por 90 dias, até que a Justiça decida se Santa Rosa é ou não uma fazenda produtiva.
Os sem-terras tinham até às 9 horas de ontem para deixar a fazenda, por causa de uma liminar de reintegração de posse, expedida pelo juiz de Itaberaí, Renan de Arimatéia. Atendendo um pedido da Polícia Militar, Arimatéia prolongou o prazo, por causa das chuvas, que impede o acesso de veículos ao acampamento. Pelo acordo firmado entre o MST, Incra e governo do Estado, se a Justiça considerar que a fazenda é produtiva, será comprada uma nova área para assentar as famílias. As famílias invadiram a Fazenda Santa Rosa há três meses.

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