Chuva atípica provoca estragos no PR
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terça-feira, 05 de junho de 2012
Lúcio Flávio Moura <br>Reportagem Local 
Londrina - Um atípico fenômeno climático provocou estragos em algumas regiões paranaenses nos últimos dias. Em um período de 24 horas, encerrado na madrugada de ontem, a intensidade das chuvas no final do outono surpreendeu - em vários locais choveu tanto quanto a meteorologia previa para o mês inteiro - e fez vítimas em 14 municípios, principalmente na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), no Centro-Sul e no Norte Central.
A Defesa Civil também registrou avarias no Sudoeste e na região de Campo Mourão (Centro-Oeste). No total, mais de 18 mil pessoas foram afetadas - mil delas desabrigadas ou desalojadas. Mais de 500 moradias foram danificadas e outras 17 destruídas.
De acordo com boletim divulgado na tarde de ontem, os municípios mais prejudicados foram Araucária, assolado por ventos fortes que afetaram 5 mil moradores, Pitanga, com 4,5 mil vítimas, e Mato Rico, com 3,8 mil (ambos os municípios registraram enxurradas e inundações bruscas). Manoel Ribas e Guaratuba também sofreram com a força das águas.
Cerca de 200 pessoas estão desabrigadas em quatro municípios. A situação é mais difícil em Tunas do Paraná, na RMC, onde 150 moradores que estão sem teto foram removidos para uma escola pública e outras 300 pessoas foram desalojadas por medida de segurança. Há desabrigados também em Guarapuava, Araucária, Iretama e Nova Tebas.
Em Guaratuba, o Rio Cubatão transbordou e atingiu 1,5 mil pessoas de localidades rurais, prejudicando o escoamento da safra de banana.
As fortes chuvas afetaram ainda o abastecimento de água potável nos Campos Gerais. Uma adutora da Sanepar se rompeu e o fornecimento teve que ser racionado.
A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) informou que as aulas foram suspensas desde segunda-feira e que o calendário escolar só será retomado na próxima semana. Os campi de Castro, Jaguariaíva, São Mateus do Sul e Telêmaco Borba também não receberem estudantes nos últimos dias.
O trecho da PRC-487 entre Manoel Ribas e Nova Tebas foi interditado por problemas em três pontos: parte da pista cedeu no km 255, houve queda de barreira no km 275 e a ponte sobre o Rio Muquilão também ficou intransitável. À tarde, a pista já estava parcialmente liberada.
Segundo o meteorologista Samuel Braun, do Simepar, as chuvas foram mais intensas porque a frente fria que passa pelo Estado avança em ritmo lento, estendendo o tempo de precipitação. Segundo ele, o município de Cândido de Abreu concentrou o maior volume de chuvas do estado, 160 milímetros.


