A tempestade que atingiu Londrina no final da tarde de ontem provocou alagamentos em todas as regiões da cidade e testou a paciência do londrinense que estava no trânsito, como na avenida Celso Garcia Cid. Além dos transtornos naturais provocado pelo transbordamento de ruas e avenidas, alguns moradores e motoristas amargaram prejuízos. As crianças, talvez, foram as únicas que se divertiram com a chuva. Algumas até se arriscaram em brincadeiras no meio da enxurrada.
Embora a chuva tenha sido uniforme, as maiores dificuldades ocorreram na área central. O Centro Social Urbano da Vila Portuguesa ficou praticamente embaixo d'água por causa do transbordamento do córrego Bom Retiro invadiu ruas e interrompeu o tráfego na rua Ermelindo Leão, importante via de acesso para a Zona Norte. Na rua Felipe Camarão, a água tomou o asfalto e chegou até a porta de dezenas de casas.
A força do turbilhão que descia provocou estragos também na Vila Marízia. Um barracão onde estava armazenado toneladas de lixo reciclável foi inundado e boa parte do que os coletores haviam arrecadado foi perdido. A enxurrada também chegou bem próximo das casas na rua José Dias. Até a avenida Brasília teve uma das pistas tomada pelo lamaçal e o tráfego de veículos foi interrompido por alguns momentos. Mais abaixo, uma chácara foi submersa.
Indo para a Zona Norte, os motoristas também tiveram problemas com a enxurrada que interditou a avenida Lúcia Helena Gonçalves Viana. Uma perua Towner que tentou passar ficou pelo caminho e os ocupantes tiveram que usar a força dos braços para salvar o veículo. Moradores das casas simples da favela Cantinho do Céu por pouco também não foram surpreendidos. Até na avenida Henrique Mansano, no Jardim dos Alpes, registrou pontos de inundação.
Na Zona Oeste, as duas pistas da BR-369, no limite com Cambé, encheram de água e os carros tiveram que esperar. Alguns poucos que se arriscaram por pouco não foram arrastados pelas águas. Também naquela região, uma árvore caiu na esquina das ruas Paraíba com Fernando de Noronha mas não provocou danos.
A central do Corpo de Bombeiros confirmou que embora a tempestade tenha atingido toda a cidade, a Zona Norte - a exemplo do que aconteceu há cerca de um mês - foi novamente a mais atingida. Somente após as 18h, os bombeiros estimaram em mais de 30 as chamadas com pedidos de ajuda por causa de destelhamentos, alagamentos e quedas de árvores. Por sorte, não houve registro sobre vítimas nem sobre desabrigados.

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