Choque no Metrô do Rio fere 22
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sábado, 21 de dezembro de 1996
Ronaldo Soares<bR>Agência Estado 
RIO - Vinte e duas pessoas ficaram feridas num choque entre duas composições na Linha 2 do Metrô, no início da manhã de ontem. O acidente ocorreu por volta das 9h15, na estação de Del Castilho. O excesso de passageiros nos trens contribuiu para aumentar o pânico na estação, e algumas pessoas se feriram no tumulto.
A composição número 205 estava parada na estação quando foi atingida na traseira pela 207 - ambas iam de Vicente de Carvalho em direção ao Estácio. Segundo testemunhas, no momento do choque a 207 estava a cerca de 60 quilômetros por hora.
De acordo com bombeiros do quartel do Méier, que foram chamados ao local, a maioria dos feridos sofreu apenas escoriações leves. O caso mais grave registrado no Hospital Salgado Filho, no Méier, foi o do estudante Cléber Pereira Pinto, de 23 anos. Ele sofreu traumatismo no tórax e fraturou a perna direita e algumas costelas. Até o fim da tarde, 14 pessoas haviam sido liberadas e, dos que permaneciam internados, ninguém corria risco de vida.
Depois do choque, as portas da composição do trem que estava parado ficaram travadas, o que aumentou o pânico entre os passageiros - eles chegaram a quebrar uma das janelas do último vagão para sair.
O presidente da Companhia do Metropolitano, Álvaro Santos, classificou o acidente como um encostamento de trens. Estão querendo transformar isso num acidente de grandes proporções, afirmou. Ele procurou minimizar o episódio, afirmando que o contato entre as duas composições deixou os pára-choques arranhados.
Santos informou que a companhia abriu sindicância para apurar o caso, mas admitiu que o acidente pode ter acontecido em decorrência de falha na manutenção ou no sistema de freios do trem que estava que bateu no que estava estacionado.


