Choparia Stuart cede à moda e vai servir comida por quilo
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sábado, 12 de julho de 1997
Curitiba 
Albari RosaMUDANÇADino Chiumento: Antes clientes não tomavam menos que
cinco copos. Hoje, muita gente toma dois e sai correndoDepois de dois meses fechada para reforma, a Choparia Stuart deve reabrir na próxima quarta-feira com uma novidade adequada aos dias atuais. O bar, que vai completar 93 anos de vida em setembro, resolveu entrar na moda do bufê por quilo.
Vamos manter o balcão e os pratos tradicionais, mas resolvemos construir uma sobreloja e abrir um restaurante, comenta o atual proprietário, Dino Chiumento.
Para ele, a crise nos famosos estabelecimentos da noite curitibana pode ser medida pelo número de rodadas de chope. Antes os clientes não tomavam menos que cinco copos. Hoje, muita gente toma dois e sai correndo. O problema é a falta de dinheiro.
Dino, que comanda a Stuart
desde 1954, acredita que as novas gerações estão mais habituadas a frequentar lanchonetes e às refeições fast-food.
Apesar da reforma, as especialidades da Stuart, como os testículos de touro, vão continuar a fazer parte do cardápio da casa. A fachada também permanece a mesma, já que o prédio é tombado, mas o piso ganhou novas lajotas. Dino comenta que as obras deveriam durar 15 dias, mas se estenderam com toda a revisão da parte elétrica. As mesas e cadeiras já estão no lugar, aguardando a chegada da clientela.
O proprietário observa que a correria dos dias atuais também afeta o movimento do bar. Grupos que passavam horas batendo papo e despreocupados hoje não ficam nem meia hora e já pedem a saideira e a conta.
Entre os clientes que frequentaram o bar nos últimos anos, Dino cita o jornalista Renato Ribas e os políticos Jaime Lerner e Roberto Requião, além de grupos de advogados e estudantes.
Fundada por alemães na Rua Comendador Araújo, a Stuart passou a ser propriedade dos irmãos Afonso e Leopoldo Mehl em 1940 e hoje ocupa uma das esquinas de frente para a Praça Osório (Centro). O atual proprietário é italiano de Veneza, mas vive no Paraná desde os 13 anos de idade. (G.P.)


