A proximidade da Páscoa anima os amantes do chocolate, que não vêem a hora de abrir seus deliciosos ovos. Muitos deles, entretanto, não deixam de sentir um pouco de culpa ao degustar a iguaria, por causa de seus altos índices de calorias, gorduras e colesterol.
Nos últimos tempos, entretanto, médicos e nutricionistas passaram a chamar atenção para um tipo específico de chocolate que faz bem à saúde: o amargo. Fabricado com um porcentual de cacau bem maior do que aquele encontrado na versão ao leite, o chocolate amargo oferece propriedades antioxidantes que fazem bem ao coração e à pressão arterial e chegam até mesmo a combater o colesterol ruim.
''Os grãos de cacau com os quais são fabricados os chocolates são naturalmente ricos em flavonóides, que são componentes vegetais com poderosas propriedades antioxidantes, como aquelas que encontramos no vinho tinto e que já são largamente conhecidas'', explica o cientista norte americano Dawn Sagario.
Para se ter uma idéia da quantidade de cacau presente nesta modalidade, é preciso saber que uma barra de chocolate ao leite traz, em média, um terço, ou 33%, do ingrediente em sua receita original. No caso do amargo, o porcentual passa de 50%, chegando, em alguns casos, a 70% ou 80%.
''Os consumidores muitas vezes esquecem que o chocolate é um derivado dos vegetais, assim como as frutas que ingerimos em prol da nossa saúde'', lembra Mary Engler, da Universidade de São Francisco, na Califórnia. Apesar dos benefícios, o consumo do chocolate amargo deve ser moderado. ''Um pouco de chocolate amargo pode fazer bem à saúde, mas o consumo em excesso não faz nada bem'', adverte a nutricionista.

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