Chissano é reeleito presidente de Moçambique
Maputo, 22 (AE-AP) - Resultados oficiais divulgados hoje (22) confirmaram que o presidente Joaquim Chissano foi reeleito e seu governista partido Frelimo manteve a maioria no parlamento, mas o oposicionista partido Renamo rejeitou o resultado e anunciou que irá boicotar o congresso enquanto desafia os números nos tribunais.
Chissano, líder do movimento marxista que travou uma guerra civil de 15 anos com os ex-rebeldes direitistas da Renamo, ficou com 52.29% dos votos, contra 47.71% dados ao líder oposicionista Afonso Dhlakama.
A Frelimo conquistou 48% dos votos para o parlamento, ou 133 cadeiras, sendo que a Renamo recebeu 38%, 117 assentos.
Os resultados confirmaram projeções iniciais das eleições de 30 de novembro a 2 de dezembro, que a Renamo já havia contestado.
"Nos consideramos os vencedores dessas eleições, e a Frelimo apenas usou de fraude para se proclamar a vencedora", acusou Vicent Ululu, um membro do comitê executivo da Renamo e vice-presidente do Parlamento.
Ululu afirmou que muitos votos não foram contados e que apenas membros da Frelimo puderam preparar os resultados computadorizados.
A Renamo irá contestar os resultados nos tribunais, disse Ululu. "Não vamos participar do parlamento até que tenhamos uma solução por parte dos tribunais", adiantou Ululu.
Ele descartou, entretanto, uma volta à guerra que devastou o país sul-africano. "Não existe espaço para isso", disse.
A Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) mostrou-se forte principalmente na parte central do país e saiu-se bem na província de Niassa, um antigo bastião da Frelimo.
A Frente de Libertação de Moçambique dominou Maputo, a capital, e o sul do país.
Chissano apelou hoje por calma e disse que durante seu mandato dará prosseguimento ao seu programa de recuperação econômica e lutará para fortalecer a unidade e consolidar a paz e a democracia.





