São Paulo - O juiz-corregedor Maurício Lemos Porto Alves, do Departamento de Inquéritos Policiais, aceitou ontem o pedido de prorrogação da prisão temporária, por mais 30 dias, do pediatra Eugênio Chipkevitch. O médico foi detido no dia 21 de março, sob acusação de dopar (com o medicamento pré-anestésico Dormonid) e abusar sexualmente de seus pacientes.
Chipkevitch responde a inquéritos por atentado violento ao pudor, tráfico de drogas e falsidade ideológica.
Logo após o pediatra ser detido, o Cremesp abriu um procedimento administrativo e convocou uma junta médica para elaborar um laudo psiquiátrico. Como os advogados do médico já haviam avisado que ele se recusaria a fazer o exame, a junta médica deverá elaborar o laudo a partir de depoimentos, documentos e nas fitas de vídeo que mostram os supostos abusos.
Dependendo das conclusões, Chipkevitch pode ter seu exercício profissional cassado ou ser impedido de clinicar temporariamente.
O Cremesp acredita que até dia 10 os peritos tenham estudado o material. A conclusão dependerá do material analisado.

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