China: S&P recomenda cautela nos investimentos em 99.
Tóquio, 08 (AE-DOW JONES) - Apesar do enorme potencial para os investimentos na China, os investidores globais devem adotar uma postura cautelosa após a falência do Guangdong International Trust & Investment Corp (Gitic), disse Christopher Irwin, diretor da agência americana Standard & Poors. Irwin chefia o grupo que classifica os riscos em investimentos em infra-estrutura.
O Gitic foi fechado em outubro por não poder pagar suas dívidas. Wang Qishan, vice-governador executivo da província de Guangdong, citado hoje pela imprensa chinesa, afirmou que os bancos estrangeiros terão de enfrentar os efeitos da falência do Gitic por não terem agido com prudência nos empréstimos à empresa do governo. No artigo, Wang indicou que o governo central não se sente responsável pelas dívidas do fundo, já que havia deixado claro nos últimos anos que não garantiria os empréstimos ao mesmo.
Numa conferência em Tóquio, o diretor da Standard & Poors disse que ninguém pode ignorar o potencial de crescimento da China, mas insistiu que os investidores devem ter cautela. "A questão maior é: em que bases se deve fazer empréstimos à empresas chinesas? O que vai substituir as antigas garantias do governo? Quais serão as bases para os novos créditos?".
"Não esperamos que a China seja muito receptiva a financiamento externo para infra-estrutura durante 1999, particularmente se os recursos forem usados para tecnologia ou unidades já existentes. As abundantes reservas externas da China, em torno de US$ 150 bilhões, provavelmente serão usadas como fonte de recursos domésticos baratos", afirmou.
O diretor da Standard & Poors lembrou que "algumas autoridades declararam recentemente que a China deve se afastar do apoio do governo às empresas". A dúvida, segundo ele, é como este período de transição será administrado. Irwin afirmou que "a comunidade financeira global deve pressionar a China por mais informação, mais transparência e políticas mais consistentes, enquanto os investidores estrangeiros devem ser mais realistas em relação ao risco".





