China revela detalhes de seu programa de armas nucleares
Pequim, 15 (AE-AP) - Como uma forma de rebater as acusações dos Estados Unidos de que tenha roubado desse país projetos de armas nucleares, a China afirmou nesta quinta-feira (15) que seus cientistas desenvolveram há muito tempo sua própria bomba de nêutrons e outras armas nucleares avançadas. O anúncio coincidiu com ameaças de ações militares contra a rival Taiwan - que recentemente abandonou a política de "uma só China", que por 50 anos evitou um confronto na região. No entanto, as autoridades chinesas não quiseram dizer se essas duas questões estão ligadas. A China explodiu uma bomba de nêutrons há 11 anos, algo amplamente conhecido pela comunidade internacional. Na época, Pequim manteve silêncio sobre o assunto. No entanto, agora, diante das alegações feitas pelo Congresso norte-americanos, a China faz surpreedentes revelações. Pela primeira vez, Pequim forneceu detalhes sobre o programa de desenvolvimento de ogivas nucleares em miniatura, tecnologia de microondas anti-submarinos, projeto de lançamento de mísseis sob condições de ventos adversas e para lançamento múltiplo de satélites a partir de um simples foguete, assim como a bomba de nêutrons. Ameaçada pela corrida armamentista entre Estados Unidos e a União Soviética, durante o período da Guerra Fria, a "China não teve outra escolha a não ser continuar as pesquisas e desenvolvimento da tecnologia de armas nucleares e aprimorar seus sistemas de armas nucleares, dominar com sucesso a tecnologia da bomba de nêutrons e a de miniaturização de armas nucleares", disse Zhao. O porta-voz chamou as acusações do Congresso norte-americano de "totalmente absurdas e racistas", dizendo que isso implica na afirmação de que a China não poderia desenvolver uma tecnologia avançada sem recorrer ao roubo. Ontem (14), o governo de Pequim ameaçou esmagar qualquer tentativa de separação de Taiwan como consequência do anúncio de que esta está abandonando a política de "uma só China". Taipei insiste que os dois governos passem a ter relações de "Estado para Estado". A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores
Zhang Qiyue, não disse se Taiwan deveria tratar a revelação sobre a bomba de nêutrons como uma ameaça. Entretanto, Zhang repetiu o alerta de Pequim de que "as autoridades de Taiwan e o presidente Lee Teng-hui não devem subestimar a firme resolução do governo chinês em salvaguardar a soberania nacional, dignidade e integridade territorial". No entanto, o governo de Taipei formalizou nesta quinta-feira (15) o que considera agora a redação oficial das relações entre Taiwan e China. Taipei agora descreve sua relação com a China como "uma nação, dois Estados", numa reconfiguração que apóia seu status como Estado.





