Pequim, 12 (AE-ANSA) - A China está em condições de atacar a qualquer momento, segundo um diário de Pequim, a ilha de Taiwan, que busca desesperadamente apoio internacional para entrar nas Nações Unidas.
Segundo publicou hoje (12) o Global Times, editado pelo oficial Diário do Povo em Pequim, um conflito militar pode explodir a qualquer momento.
"Nossas armas estão prontas", escreveu o tablóide usado pelas autoridades chinesas para difundir idéias que o Diário do Povo, em sua condição de órgão oficial do Partido Comunista, não poderia publicar.
O Global Times também informou que os soldados estacionados em Fujian, a província localizada em frente a Taiwan, foram colocados em estado de alerta e que a aviação deu início a um treinamento.
Segundo o diário, a venda de equipamentos militares pelos Estados Unidos a Taiwan não ajuda a melhorar a situação. "Vender armas a Taiwan é jogar lenha na fogueira", escreveu.
Também, o Global Times publicou uma fotomontagem de um avião Sukhoi-27 chinês, de fabricação soviética, e de um Mirage 2000, fabricado na França, enfrentando-se em combate.
A imprensa chinesa enviou sinais de guerra a Taiwan por dois dias consecutivos: ontem o China Business News Weekly afirmou que, em caso de guerra, Taipei não conseguiria resistir mais de cinco dias.
Por outro lado, o Hong Kong Economic Times escreveu na quarta- feira que a China estava mobilizando forças aéreas e navais no Estreito de Taiwan, onde aviões, navios e submarinos estariam prontos para o combate.
A China considera Taiwan uma província rebelde, e considera inaceitáveis as declarações feitas no mês passado pelo presidente taiwanês, Lee Teng-hui, dando conta que as relações com Pequim deveriam ser consideradas como as que existem "entre dois Estados independentes".
Enquanto isto, Taiwan busca ansiosamente países que apóiem sua candidatura às Nações Unidas.
Segundo o Ministério do Exterior taiwanês, 12 pequenos países da áfrica, América Latina e Caribe pediram ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para acrescentar a questão de Taiwan na agenda da Assembléia Geral da organização, que será realizada em setembro.
As duas Chinas, segundo o ministério taiwanês, coexistiram durante mais de meio século, período no qual desenvolveram sistemas políticos próprios.
A mesma fonte acrescentou que a exclusão de Taiwan da ONU, decidida em 1971 a favor da República Popular da China, é injusta e anacrônica.
Citando o caso das duas Alemanhas, Taipei sublinhou que divisões nacionais não deveriam ser uma barreira para a adesão à ONU.

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