Pequim, 10 (AE-AP) - Insatisfeito com a demissão de um funcionário da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA, por sua sigla em inglês), Pequim rejeitou hoje (10) as explicações norte-americanas para o bombardeio da embaixada chinesa em Belgrado, fato que contribuiu para estremecer a relação entre os dois países.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhu Bangzao, citado pelo agência de notícias oficial Xinhua, disse hoje que a afirmação de que os EUA não sabiam da localização correta da embaixada "não justifica" o ocorrido. Zhu afirmou também ser "difícil para as pessoas acreditar" que o bombardeio ocorreu devido à falha de vários oficiais cujo engano não fora corrigido num processo de revisão.
No sábado, a CIA informou que um de seus funcionários fora demitido por ter sido considerado culpado por calcular errado a localização da embaixada, e que outros seis, incluindo um alto oficial e quatro gerentes, receberam punições administrativas.
O bombardeio à embaixada chinesa de Belgrado, ocorrido em 7 de maio do ano passado, no qual três chineses morreram e outros 20 ficaram feridos, prejudicou as relações sino-americanas e desencadeou uma onda de protestos contra a embaixada norte-americana em Pequi e vários consulados.

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