China, homens no espaço e mísseis nucleares
Nova York, 28 (AE-ANSA) - A China enviará dois astronautas ao espaço na primavera (boreal) de 2000, ao mesmo tempo em que seus militares estão dando os últimos retoques em tecnologias que permitirão o lançamento de ogivas nucleares de longo alcance capazes de atingir com precisão os Estados Unidos.
Segundo especialistas espaciais americanos e britânicos, em outubro, para celebrar os 50 anos de fundação da República Popular, Pequim irá colocar em órbita a nova versão do foguete Chang Zheng (Longa Marcha) 2F, a primeira cápsula sem astronautas para a exploração do espaço, com tecnologia comprada da Rússia.
Será a grande prova para o lançamento, na primavera seguinte, de um módulo com astronautas a bordo, o primeiro passo de um programa que em última instância - revelou hoje o diário USA Today, citando especialistas de ambos os lados do Atlântico - prevê o lançamento de três naves de exploração sobre os Oceanos Pacífico, Índico e Atlântico.
Também se planeja desenvolver naves espaciais do tipo ônibus espacial, construir uma base orbital e enviar uma sonda robotizada à Lua.
Este plano, chamado Projeto 921, satisfaz sobretudo uma exigência de imagem, comentou o assessor da Nasa James Oberg, lembrando que a China não participa nos programas internacionais e que já no final da década de 70 Pequim havia lançado cápsulas espaciais com animais a bordo.
Enquanto isto, os chineses também estão aplicando tecnologia balística para o novo programa de mísseis de longo alcance realizado com tecnologias roubadas dos Estados Unidos. Segundo a CIA, este programa entrará em fase experimental já no fim da próxima semana.
Baseando-se em informações do serviço secreto, o diário Washington Times revelou que estão sendo realizados na base de mísseis de Wuahi os preparativos para a prova de lançamento do míssil DF-31, semelhante ao D-5 americano para o lançamento de ogivas nucleares desde submarinos Trident.
O roubo de segredos de tecnologia balística e nuclear americanas está no centro de uma áspera troca de acusações, que nos últimos meses envenenou as relações entre Pequim e Washington e marcou o reforço da segurança nos laboratórios dos EUA.
E em 2002, segundo a CIA, Pequim já poderá lançar baterias de mísseis nucleares de ogivas individuais montadas em foguetes DF-31, com um alcance de quase 7.000 km.
Ao mesmo tempo, os especialistas militares testarão o DF-41, com um alcance ainda superior e capaz de transportar ogivas múltiplas, com tecnologia também roubada dos Estados Unidos.





