Pequim, 30 (AE-AP) - O governo chinês informou hoje (30) que disparou um míssil de longo alcance como teste, num novo capítulo da guerra de nervos que trava com Taiwan. A agência de notícias oficial Xinhua divulgou um despacho com uma única frase
onde afirma que o projétil era do tipo terra-terra e que foi disparado do território chinês. Há algum tempo já esperava-se que a China fosse realizar um teste balístico. Porém, o fato inusitado é divulgação pública do governo chinês, desta vez feita em meio a ameaças de ofensivas militares contra Taiwan, como represália pelos recentes indícios de que a ilha queria declarar-se independente. Os Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores da China não fizeram comentários sobre o despacho da agência de notícias. Ainda nesta segunda-feira (02), a chancelaria chinesa convocou o vice-embaixador norte-americano de Pequim, James Moriarty, para denunciar uma proposta dos Estados Unidos de vender armas para Taiwan. De acordo com a agência Xinhua, o governo norte-americano planeja vender a Taiwan aviões equipados com radar e caças F-16 por US$ 550 milhões. O vice-ministro das Relações Exteriores, Yang Jiechi, disse a Moriarty que tal venda agravaria as tensões entre China e Taiwan e "causaria graves prejuízos às relações sino-norte-americanas". O Ministério da Defesa de Taiwan emitiu um comunicado à população para tentar acalmar os temores provocados pelo teste realizado por Pequim. A nota explicava que o míssil lançado pelos chineses era o do tipo usado para fins defensivos. "Não pode ser empregado para atacar Taiwan", dizia o comunicado.

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