China executa separatista muçulmano e prende outros 17
Pequim, 10 (AE-REUTERS) - A China executou um muçulmano separatista na Província de Xinjiang no dia 27, dois dias depois de lançar uma campanha contra o "crime, o terrorismo e o extremismo religioso" na região, que faz fronteira com o Paquistão, Afeganistão e três ex-repúblicas soviéticas, informaram nesta quarta-feira (10) funcionários do governo.
Mais 17 pessoas foram processadas por "terrorismo". Segundo um jornal local, outro separatista foi condenado à morte, mas a pena foi suspensa por dois anos. Dois foram sentenciados à prisão perpétua, três considerados culpados pelo tribunal, mas isentos de pena, e os demais foram condenados à prisão por um período não especificado.
Rouzi Keyoumu, um camponês de 48 anos, membro da etnia minoritária uigur, foi morto com um tiro na nuca logo após o julgamento. Ele foi acusado de ser o líder de um grupo terrorista que, em março de 1997, detonou uma bomba em frente da delegacia de polícia na localidade de Nileke, deixando três feridos.
Ele foi o terceiro separatista executado recentemente em Xinjiang. Em 28 de janeiro, Yibulayin Simayi e Abudureyimu Aisha foram fuzilados por seu envolvimento nos violentos distúrbios de 1997 em Yili, que deixaram 10 mortos e mais de 200 feridos.
Desde que o governo chinês intensificou sua campanha contra o separatismo, em janeiro, mais de mil soldados foram enviados a Yining e centenas de supostos guerrilheiros, extremistas religiosos e separatistas étnicos foram presos.





