Pequim, 05 (AE-REUTERS) - A China executou dois importantes separatistas, acusados de terem incentivado os distúrbios que atingiram a província autônoma de Xinjiang em 1997 e deixaram segundo versões oficiais 10 mortos, informaram hoje (05) funcionários locais.
Yibulayin Simayi e Abudureyimu Aisha foram executados no dia 28 após terem sido sentenciados pelo Tribunal Popular de Intermediação da prefeitura de Yili.
Os dois pertenciam à etnia minoritária uigur e tinham um histórico de violenta luta contra as autoridades em Xinjiang, noroeste do país.
Segundo o jornal Yili Evening News, Simayi era um dos criminosos mais procurados da China.
Além de ser acusado de incentivar os distúrbios de 1997, Simayi, de 42 anos, também estaria envolvido num ataque, um ano depois, que matou quatro civis e um agente de segurança.
Xinjiang, território dominado pelos uigures, de religião muçulmana e língua turca, que pretendem criar um independente Turquestão Oriental na região, fronteira com o Afeganistão, Paquistão e três ex-repúblicas soviéticas, tem sido cenário de distúrbios, atentados à bomba e assassinatos desde a metade dos anos 90.
Aisha, de 29 anos, era um perito em bombas, segundo o governo. Teria participado do assassinato de pelo menos sete funcionários de Yili durante um ataque à prefeitura em 1997.
Desde o ano passado, a polícia intensificou sua luta contra a criminalidade na província e no mês passado Pequim enviou mil soldados à região para combater o "separatismo, o terrorismo e o fanatismo religioso".

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