China destrói fitas e livros de seita proscrita
Pequim, 28 (AE-AP) - Pilhas de fitas esmagadas e montes de livros triturados. Essas cenas, divulgadas hoje (28) na China, mostram como o governo está tentando abafar as palavras do líder da Falun Gong, uma popular seita de meditação proscrita na semana passada pelo governo chinês, que a considera uma ameaça ao Partido Comunista.
Em uma atitude inusual, os noticiários das tevês, controladas pelo governo, ampliaram nos últimos dias seu noticiário vespertino de meia hora para 60 minutos para discorrer sobre um único assunto: denunciar a Falun Gong, que mescla as artes marciais, o budismo e o taoísmo e foi fundada por Li Hongzhi, que vive exilado nos Estados Unidos.
Grande quantidade de material da seita foi confiscado no país inteiro. Segundo a agência oficial Nova China, mais de 73 mil livros foram apreendidos em Tianjin, um porto perto de Pequim; 130 mil livros e 27 mil fitas de audio e vídeo em Wuhan, a maior cidade industrial da China: e 3,2 mil livros e milhares de fitas em Urumqi, capital da Província de Xinjiang.
A seita foi proscrita no dia 22 poucos dias depois de uma manifestação que reuniu cerca de 30 mil pessoas em todo o país que protestavam contra a prisão de 100 líderes da seita.
Membros do grupo asseguram que sua meta é obter saúde física e mental e manter alto padrão moral e negam qualquer envolvimento político ou religioso. Mas o governo acusa a Falun Gong de constituir a mais grave ameaça para a estabilidade do regime desde as manifestações pró-democracia de 1989, na Praça da Paz Celestial, em Pequim.





