China corta imposto para tentar impulsionar economia
Pequim, 26 (AE-DOW JONES) - A China reduziu à metade um importante imposto sobre investimentos em imóveis, fábricas e outros ativos fixos em mais um esforço para estimular a economia. A redução de 50% no imposto vai atingir todos os investimentos em ativos fixos concluídos entre 1 de julho e 31 de dezembro deste ano, informou o Ministério das Finanças. As empresas que anteciparam o pagamento do imposto serão restituídas. As autoridades chinesas não esclareceram se o imposto voltará ao nível atual no próximo ano.
O imposto sobre investimento em ativos fixos foi introduzido em 1991, quando um "boom" nos gastos internos estava levando ao superaquecimento da economia. O imposto, cuja alíquota varia entre 5% e 30%, tinha originalmente como objetivo conter a especulação em áreas como imóveis e entretenimento. Os hotéis eram um alvo em particular por causa dos investimentos massivos em acomodações de luxo, disse um funcionário do birô de impostos. A inflação ameaçava superar 25% ano.
Agora, no entanto, é a deflação que preocupa. O crescimento econômico continua declinando apesar do forte aumento dos gastos em obras públicas, financiados por um déficit, e dos sucessivos cortes nas taxas de juro. Os investimentos em ativos fixos cresceram apenas 4% (taxa anual) em julho, depois de crescerem 23% no primeiro trimestre.
Além do corte no imposto, o governo prepara outras medidas de estímulo econômico, que devem incluir mais um corte no juro. Se essas medidas falharem, muitos economistas chineses acreditam que o governo poderá optar por uma desvalorização. Isto ajudaria a limitar a deflação - os preços no varejo caem há 22 meses -, e impulsionaria as exportações, um dos motores do crescimento da China nos últimos 20 anos. A China tem prometido não desvalorizar o yuan em 1999, mas, recentemente, o Banco Central chinês tem evitado estender a promessa para o próximo ano.





