Chilenos estão perto da liberdade
Agência Folha
Os cinco sequestradores chilenos do empresário Abílio Diniz que voltaram ao Chile poderão pedir, a partir da próxima semana, autorização para deixar, aos domingos, o hospital penitenciário onde estão presos. Eles esperavam a publicação no Diário Oficial da decisão do Tribunal de Jusitça de São Paulo sobre a redução das penas, o que ocorreu em 2 de junho.
O grupo voltou em abril ao Chile, após 46 dias em greve de fome. Além de reduzir as penas, a sentença também reconhece o caráter político do crime, que serviria para arrecadar fundos para a guerrilha em El Salvador. O tribunal recomenda ainda que réus tenham direito à progressão penal.
Com a publicação, as novas condenações dos chilenos, que eram de 26 e 28 anos e foram reduzidas para 13 anos, passaram a ser oficiais. Agora, eles dependem de uma decisão do Ministério da Justiça do Chile sobre a progressão penal - regime semi-aberto ou liberdade condicional. A mesma publicação que foi comemorada pelos chilenos foi recebida com apreensão pelos argentinos que continuaram presos no Brasil.
Em 30 de junho, passados seis meses do final da greve, eles obtiveram o compromisso do Brasil e da Argentina de que seriam transferidos para seu país. Eles discutem a possibilidade de retomar a greve de fome. Segundo o advogado dos sequestradores, Iberê Bandeira de Mello, o governo brasileiro já tomou todas as providências necessárias para que os argentinos sejam transferidos, mas ainda não recebeu nenhum pedido formal do governo argentino para que sejam repatriados.
Eu espero que eles não tomem a decisão de retomar a greve de fome, porque desta vez o movimento seria contra o governo argentino, o que torna as coisas ainda mais difíceis, diz Bandeira de Mello. Os argentinos esperam ainda uma decisão sobre o pedido de liberdade condicional que impetraram ainda no ano passado.
Com a redução, as penas para os irmãos Humberto e Horácio Paz passaram a ser, respectivamente, de 15 e 16 anos. Eles já cumpriram mais de nove anos. O pedido de liberdade condicional para os sequestradores está em avaliação pelo Conselho Penitenciário.





