Chile propõe banco no Cone Sul
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sexta-feira, 11 de abril de 1997
Da Redação 
O Mercosul poderá ganhar um banco próprio para financiar projetos de investimentos nos países membros. A idéia é de representantes do Chile e foi lançada durante o seminário União Européia e Mercosul: novas oportunidades de parceiras comerciais?
O banco financiaria projetos na área do Mercosul com recursos da União Européia. Para o vice-presidente da Associação Comercial de Foz do Iguaçu, Tibiriça Boto Guimarães, a efetiva criação do banco só viria a beneficiar a atividade comercial e industrial dos países que fazem parte do bloco. A idéia é sinal de desenvolvimento, principalmente porque o banco seria criado com recursos estrangeiros e as linhas de créditos internacionais são mais baratas, tornando-se mais atrativas para quem quer investir no Mercosul, salientou Tibiriça.
A criação de um Banco de Investimentos com o objetivo de atender o Mercosul é uma reinvindicação antiga no setor, pois será uma alternativa para unificar os diferentes sistemas bancários que existem entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Um banco supranacional, como o da proposta do governo chileno, servirá para o crescimento dos negócios e para o desenvolvimento social dos países do bloco. Os incentivos, através de financiamentos com juros acessíveis, vão proporcionar a criação de unidades industriais e comerciais.
Para Victor Paez, do Centro de Importadores do Paraguai, este será um meio de proporcionar o desenvolvimento e a integração dos países que fazem parte do bloco. O Banco será, sem dúvida nenhuma, um grande avanço e vai servir para estimular o crescimento e o fortalecimento dos países que compõe o Mercosul, comenta.
Outra proposta que surgiu durante o seminário foi a divisão em cadeias produtivas, facilitando a discussão dos problemas e o encontro de soluções que visem a expansão dos investimentos europeus nos quatro países que formam o bloco.
Ainda foram discutidas as relações entre a União Européia, bloco econômico formado por quinze países e que discute agora a criação de uma moeda única, e o Mercosul, que compreende 200 milhões de pessoas e vem cada vez mais despertando o interesse de multinacionais, sobretudo no Paraná que tem interesse em favorecer o investimento europeu no Estado.


