Santiago, 16 (AE) - O presidente do Chile, Eduardo Frei, afirmou hoje que a adesão integral de seu país ao Mercosul depende da implementação de um tribunal supranacional que regule as relações entre os países sócios. "Não podemos continuar trabalhando de forma bilateral ou os seis países (os quatro do Mercosul mais Chile e Bolívia) em conjunto sem uma estrutura que regule os conflitos e arbitre cada um dos temas", afirmou. Ele também defendeu que a região adote uma "postura única" na reunião com a União Européia, no final deste mês, no Rio de Janeiro, sem contudo especificar os pontos em questão.
Durante a solenidade de inauguração da Gerdau Aza Colina, a segunda siderúrgica do grupo Gerdau no Chile, Frei disse que seu país considera "essencial" a regulação de temas como investimentos, serviços, transportes e salvaguardas comerciais. De acordo com ele, os empresários chilenos têm US$ 10 bilhões investidos na Argentina e US$ 20 bilhões em toda a América do Sul e por isso necessitam de uma estrutura regulatória a qual recorrer.
O presidente chileno garantiu ainda que a diferenca entre a Tarifa Externa Comum (TEC) adotada pelo Mercosul e o sistema tarifário de seu país não é obstáculo para o enfrentamento dos demais desafios institucionais que devem ser tratados de forma "mais ágil e rápida". Atualmente o Chile pratica um imposto de importação único de 10%, com redução anual de um ponto porcentual até chegar a 6%. Já o Mercosul tem uma tarifa "mais alta", disse o presidente.
Eduardo Frei ressalvou, entretanto, que o Chile se considera um "sócio pleno" do Mercosul, pois participa de todas as reuniões setoriais do bloco.

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