Chile deu outro golpe contra a indústria argentina
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quinta-feira, 02 de setembro de 1999
Por Ricardo Sarmiento (Agência Estado) 
Buenos Aires, 03 (AE) - A liberação cambial do Chile é outro golpe contra a competitividade da indústria argentina que enfrenta custos de mão de obra, fiscais e financeiros muito altos, assegurou hoje (03) o economista Miguel Bein. Para o economista argentino, o abandono do regime de bandas cambiais no Chile é uma resposta à desvalorização do real no Brasil. Além disso, as dificuldades da atividade de extração de cobre também motivaram o governo chileno a adotar tal medida. "O preço do cobre hoje é 25% inferior a cotação de dois anos atrás e, com um regime cambial melhor, o Chile poderá reativar muitas minas que haviam sido fechadas porque não eram rentáveis com o dólar amarrado entre as bandas cambiais, que foram eliminadas", explicou. Bein recordou que, "diante do atual regime cambial do Brasil e do Chile, a Argentina não pode desvalorizar sua moeda, pois isso implicaria na quebra de todo o sistema financeiro". Ele explicou que para ganhar competitividade, a Argentina deverá cortar seus custos de mão de obra, seus impostos distorcidos - como o imposto à renda presumida - e, principalmente, reduzir as taxas de juros, que são excessivamente altas, em especial para as pequenas e médias empresas.


