Santiago, 03 (AE) - O Banco Central de Chile anunciou na quinta-feira à noite a suspensão de seu "compromisso formal" com a banda cambial e informou que continuará a intervir no mercado, mas apenas em "casos excepcionais". A autoridade monetária chilena estabeleceu ainda metas inflacionárias para o próximo ano e para 2001, quando deverá ficar entre 2% e 4%. A meta para o ano 2000 foi fixada em 3,5%, taxa que foi acertada, inclusive, com o Ministério da Fazenda.
"Esses patamares de taxas mostram uma conquista permanente em matéria de inflação, uma vez que abre um grau de flexibilização maior na administração da política monetária", diz o comunicado distribuído pelo BC chileno.
O texto diz ainda que, "nessas circunstâncias e levando em conta que o atual nível de reservas do país é adequado, estão dadas as condições para acelerar o programa em andamento e incorporar graus crescentes de flexibilização cambial".
O BC esclarece que as intervenções no mercado de câmbio serão feitas apenas em casos excepcionais e que as decisões nesse sentido serão devidamente explicadas. O BC vai explicar ainda, a cada 15 dias, embora com alguma defasagem, informações desagregadas das tendências das reservas internacionais para facilitar a transparência de sua nova política cambial.
"Tudo isso vai permitir uma flutuação mais livre do tipo de câmbio e, como consequência, graus de maior autonomia monetária que, por sua vez, vão facilitar a administração de potenciais turbulências externas", explica o comunicado do BC chileno.

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