Chico Amaral acredita que escapará da cassação
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sexta-feira, 26 de novembro de 1999
Por Milton Bridi 
Campinas, SP, 26 (AE) - O prefeito de Campinas, Francisco Amaral (PPB), acusado de irregularidades em sua administração, espera convencer os vereadores de que não cometeu nenhum erro, durante os cinco dias que terá para defender-se na Comissão Processante (CP). Ele acredita que não será cassado pela Câmara Municipal.
"A verdade vai prevalecer e tenho certeza de que cumprirei meu mandato até o último dia, em 31 de dezembro de 2000", disse. Ele deu uma entrevista coletiva hoje, depois de evitar a imprensa no último mês, quando vários escândalos da sua administração tornaram-se públicos.
Chico Amaral, que é prefeito pela segunda vez, vem tentando, por meio de seus advogados, impedir o andamento do processo, mas até agora não obteve êxito. O prefeito disse "não temer" que o processo de impeachment chegue a ser votado pelo plenário da Câmara. Ele confia nos vereadores que formam a sua base de apoio para vencer a oposição, que decidiu criar a Comissão Processante depois das denúncias de supostas irregularidades.
"Não vou fazer barganha com os vereadores para obter os votos da maioria", afirmou. Na semana passada, Amaral teve seus direitos políticos cassados por crime de improbidade administrativa, pela Justiça de Campinas. Além do prefeito, foram condenados na mesma sentença o vice-prefeito Carlos Cruz (PMDB) e o ex-secretário de Educação Alcides Mimizuka. Mas cabe recurso da decisão. O prefeito e o vice não precisam deixar o cargo até o julgamento final.
Propaganda - Os três foram acusados de fazer propaganda pessoal, ao divulgar seus respectivos currículos na home page que a prefeitura mantém na Internet. Amaral acredita que não será condenado por esse crime. Seus advogados preparam a defesa com base na própria notificação do Ministério Público, que deu 48 horas para os três deixarem de divulgar as informações. "Acatamos imediatamente a ordem", disse o prefeito.
Os vereadores aprovaram, na quarta-feira, em sessão realizada à noite, a criação de mais uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), para apurar denúncias de irregularidades na Guarda Municipal, instalada no primeiro ano da administração do atual prefeito. Essa é a sexta CEI criada este ano para investigar a prefeitura. Entre outras denúncias contra a guarda está a de superfaturamento de duas empresas privadas que prestam serviço de segurança, além de possíveis erros nos contratos firmados entre as partes.


