Chevron precisará admitir falhas, diz ANP
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quinta-feira, 19 de julho de 2012
Sabrina Valle <br> Agência Estado 
Rio - A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, informou que a Chevron precisará admitir falhas para voltar a perfurar. Entre os pontos que não foram abordados pela Chevron estão dados sobre a pressão do poço e análise de risco de poços de correlação, que não foram ainda contemplados pela Chevron.
Para a ANP, um dos principais motivos para o acidente foi a falha na identificação das pressões do reservatório e não adoção de medidas para mitigar os riscos decorrentes. Foi identificado que havia uma análise de risco da instalação, mas não da perfuração poço.
A ANP informou que não fará grandes mudanças de regulação, nem exigirá medidas específicas das empresas, por exemplo, de cimentação de poços. A ANP passou a exigir das concessionárias a análise de risco e projeto do poço de forma preventiva, por amostragem. ''Não há como permanecer com fiscal a bordo, nenhum país faz isso'', afirmou Magda. No caso da produção, a empresa vai submeter à ANP o cronograma de retomada no próximo dia 27. A autorização por parte da ANP virá depois disso.
O relatório e as multas da ANP versam apenas sobre segurança operacional. Ibama e Ministério Público também terão relatórios próprios. Multas pela parte ambiental do vazamento fica a cargo do Ibama. A ANP não identificou falha grave da Transocean.
Segundo a ANP, 3,7 mil barris de óleo foram derramados em uma distância de cerca de 120 km da costa do Estado do Rio de Janeiro enquanto a petroleira perfurava um poço no campo da bacia de Campos em novembro de 2011.


