Chevron calcula que 382 mil litros de óleo vazaram
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terça-feira, 22 de novembro de 2011
Das Agências 
Rio - O presidente da subsidiária brasileira da petrolífera Chevron, George Buck, calculou ontem em 2,4 mil barris (381,6 mil litros) o volume total de petróleo vazado no Campo de Frade, na Bacia de Campos. O acidente ambiental foi detectado no último dia 8, quando funcionários da Petrobras avisaram à Chevron sobre uma mancha de óleo na água.
Essa foi a primeira estimativa feita pela empresa sobre o total de óleo que vazou no desastre. Buck disse que todos os esforços estão sendo feitos para retirar o petróleo que vazou e que a companhia está utilizando materiais permitidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) para fazer esse trabalho. ''Não colocamos nem areia nem farinha na contenção da mancha. Apenas materiais autorizados pelo Ibama.''
Buck voltou a assumir total responsabilidade da empresa pelo vazamento e ressaltou que o produto será retirado da superfície. ''É inaceitável qualquer óleo na superfície e vamos tomar todas as providências para isso.''
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que, para o governo brasileiro, é ''inaceitável'' o fato de não ter recebido informações adequadas da empresa Chevron sobre o vazamento de petróleo no norte do Rio de Janeiro. Foi com essa frase que a ministra encerrou ontem a entrevista no Palácio do Planalto deixando claro que o governo será bastante rígido com as apurações e possíveis sanções à empresa.
A ministra enfatizou que a ideia do governo é que seus órgãos atuem de forma bastante sincronizada para evitar possíveis questionamentos judiciais pela Chevron. Durante a entrevista, a diretora da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Magda Chambriard criticou que o equipamento que permitiria a cimentação da área atingida pelo vazamento não estava no Brasil, e a empresa não apresentou essa informação à ANP, prometendo colocar em prática a operação de reparo, quando não havia condições para isso.


