Londres, 24 (AE-ANSA) - A esposa do primeiro-ministro britânico Tony Blair, Cherie, que espera o quarto filho para maio, decidiu usar no bebê fraldas recicláveis de algodão. Indagado pela imprensa sobre o assunto, o governo britânico respondeu com um "sem comentários", mas, segundo o Times, Cherie já teria tomado a decisão.
Tal decisão, ainda segundo o jornal britânico, coincide com a "Real Nappy Week", a semana das "verdadeiras fraldas", uma campanha promocional anual instituída para convencer as mães do Reino Unido a assumirem uma atitude ecológica no cuidado com seus bebês.
A campanha é liderada pela mãe londrina Gina Purrman, convencida de que uma quantidade crescente de mães britânicas abandonaram as fraldas descartáveis em troca do tradicional algodão, reciclável.
A nova tendência de consumo está sendo incentivada por uma nova geração de empresas especializadas na árdua tarefa de lavagem das fraldas recicláveis após seu uso. Pesquisas indicam que o consumo de fraldas de algodão recicláveis duplicou entre 1998 e 1999, e estas últimas já conquistaram 15% do mercado.
Muitas outras mães, no entanto, ainda estão convencidas de que a fralda descartável é uma das grandes revoluções do século 20, ao lado da pílula anticoncepcional e do telefone celular.
As autoridades britânicas, porém, não pensam da mesma forma: levando-se em conta que cada bebê utiliza em média 5 mil fraldas
calcula-se que um total de 3 bilhões de fraldas são descartadas a cada ano, a um custo de US$ 60 milhões.
Além disso, advertem os ecologistas, são necessários até 500 anos para que os restos de uma fralda descartável sejam reabsorvidos pelo meio ambiente.

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