Chequer alerta para necessidade das gestantes realizarem exames de HIV e sífilis
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 21 de julho de 1999
Por Hugo Marques, especial para a AE 
Brasília, 22 (AE) - O coordenador do Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids) do Ministério da Saúde, Pedro Chequer, recomendou hoje aos médicos de todo o País conversarem com suas pacientes gestantes sobre a possibilidade e conveniência de realizar exames de HIV e sífilis. "O médico que não discute sobre aids e sífilis com a gestante está sendo omisso", disse Chequer. "É um problema ético".
O conselho em tom de alerta foi feito durante a divulgação do relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), intitulado "O Progresso das Nações 1999". O relatório só deverá incluir dados sobre crianças órfãs de mães que morreram com aids no Brasil no ano que vem, uma vez que estes dados não foram disponibilizados pelo Ministério da Saúde. Mesmo sem apresentar números sobre orfandade, Chequer anunciou as novas medidas para tornar mais eficaz o combate a doença.
O coordendor do DST/Aids anunciou que enviará comunicados para médicos de todo o País, destacando a importância da realização dos exames em gestantes. Quando mais cedo for feito e exame, mais eficácia os medicamentos apresentam contra a aids, assinalou. Segundo Chequer, o Ministério da Saúde distribuirá folders para gestantes em todo o País, alertando para a importância dos exames. Também serão distribuídos para os hospitais mais "exames rápidos" de aids e sífilis. O governo espera evitar 500 casos de aids em recém-nascidos este ano, a partir do tratamento de 3,5 mil gestantes.


