Chek-up pode evitar o pior
Chek-up pode evitar o pior
Dores no peito, suores intensos, podem ser indícios de um infarto próximo ou em andamento. E nem sempre os pacientes que procuram médicos e hospitais são pessoas com mais de 60 anos de idade. É cada vez maior o número de jovens, e no Brasil pessoas com menos de 55 anos têm 40% mais risco de ataques cardíacos do que em outros países. Como a imprensa noticiou na época da morte do deputado Luís Eduardo Magalhães, nessa idade é mais comum o infarto ser fatal. Isto acontece porque nas pessoas mais idosas o bombear de sangue pelo coração criou uma rede de vasos (circulação chamada coleteral), por onde o sangue fez caminhos alternativos.
Mas, não adianta ter uma vida sadia, para se sentir livre da ameaça do infarto. Diversos outros fatores influenciam. Entre eles, a hereditariedade: pessoas que tenham histórico de acidentes cardiovasculares na família devem cuidar-se mais. Essas, como diz o médico Laércio Uemura, precisam aumentar a vigilância. O senador Antônio Carlos Magalhães, pai de Luís Eduardo, tem problemas cardíacos. Porém, em cada dez problemas cardíacos, três nada têm a ver com fatores de risco (sobre fatores de risco, ler matéria principal, nesta página). O controle dos fatores de risco e os exames períodicos diminuem em mais da metade a possibilidade de infarto. Se uma insuficiência coronariana for detectada a tempo (e são, em mais de 80% dos casos), as possibilidades de sucesso de uma cirurgia chegam a 100%. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, menos de 10% das vítimas potenciais de um infarto fazem exames cardíacos.





