Cheias castigam interior de SP
Agência Estado
A chuva também castiga algumas cidades do interior de São Paulo. O prefeito de Divinolândia, na divisa com Minas Gerais, Ivan Carlos Lopes (PSDB), já admite decretar estado de emergência na cidade por causa das chuvas que caem desde o dia 31. Segundo ele, há 23 anos a cidade não sofria situação tão grave. Cerca de 200 casas foram alagadas; há 250 desabrigados. As 21 pontes da zona rural foram destruídas e interditadas.
Lopes calcula que serão necessários cerca de R$ 400 mil e três meses de serviço para sanar os prejuízos. A receita mensal da prefeitura é de R$ 220 mil. Para nossa cidade, esse prejuízo é muito alto, disse o prefeito.
Municípios do Vale do Paraíba paulista e Serra da Mantiqueira também foram afetados. Cruzeiro e Queluz são os mais atingidos pelas cheias do Rio Paraíba do Sul. Queluz já decretou estado de calamidade. Cruzeiro está em alerta. Várias estradas estão bloqueadas por barreiras ou inundadas.
Em Queluz, mais de 250 residências foram invadidas pelas águas. Por volta das 3 horas o Paraíba voltou a subir rapidamente deixando o centro da cidade parcialmente inundado. Ainda não há um levantamento sobre o número de desabrigados em Queluz. Em Cruzeiro, muitas famílias eram resgatadas ontem à tarde pelos soldados e removidas para abrigos. Cerca de 200 pessoas estão sendo transferidas para igrejas e escolas, até as obras inacabadas do hospital municipal estão servindo de refúgio.
As cidades de Cachoeira Paulista e Guaratinguetá também apresentam problemas com inundações, interdição de acessos rodoviários e desabrigados. Em Campos do Jordão, na Mantiqueira, a Defesa Civil trabalha na retirada dos moradores de áreas de risco. Cerca de 10 casas foram destruídas por deslizamentos de encostas. Ontem foi o quatro dia seguido de chuva no município. Até o início da tarde, 35 pessoas estavam desabrigadas.
Em Mogi Guaçu, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros estavam ontem em alerta, após quase 50 horas ininterruptas de chuva. O Rio Mogi Guaçu, que corta a cidade, está com o dobro da vazão e pode transbordar. A chuva havia dado uma trégua, mas continua chovendo forte na cabeceira do Rio Mogi Guaçu, que nasce em Minas.





