Bogotá, 09 (AE-ANSA) - Os governos de Colômbia e Estados Unidos iniciarão amanhã (10) uma análise sobre a situação interna desta nação sul-americana afetada pela violência, mas esclarecendo conjuntamente que "não há planos" para uma intervenção armada estrangeira, seja para combater o narcotráfico ou a guerrilha.
Os subsecretários de Estado norte-americanos para Assuntos Políticos, Thomas Pickering, de Assuntos Interamericanos, Peter Romero, e Antinarcóticos, Randy Beers, lideram a missão que conversará com o presidente Andrés Pastrana sobre o estado dos diálogos de paz com a guerrilha e da luta contra o narcotráfico, informou-se oficialmente.
A visita ocorrerá após diversos rumores indicarem que os Estados Unidos examinavam planos para promover uma intervenção armada na Colômbia, possibilidade rechaçada por Pastrana.
O presidente também foi contra a interpretação de funcionários norte-americanos segundo os quais a principal guerrilha, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), são uma "narcoguerrilha", também definidas assim por chefes militares locais e seus porta-vozes.
Não foi divulgada a agenda do diálogo entre as autoridades de Bogotá e Washington, que se realizará enquanto o governo busca distintas fórmulas para destravar as complexas negociações com as duas principais organizações guerrilheiras.
Os Estados Unidos expressaram ao governo colombiano que além da "difícil" situação das negociações para a paz, será mantido o "compromisso" para apoiá-lo na busca de uma solução política para os 50 anos de luta armada.
Mas também manifestaram "preocupação" pelos "reveses" sofridos pelo processo de paz e manitveram que em "qualquer negociação de paz é preciso haver uma postura de força", segundo um dos membros do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, que faz parte da missão.
Fontes políticas locais disseram que durante as aproximadamente 48 horas de reuniões buscarão diferentes alternativas para encontrar um caminho menos "difícil" para chegar à paz.
As conversações foram iniciadas um ano depois de o governo do presidente Bill Clinton dar apoio "incondicional" para buscar a paz ao então recém-empossado Pastrana. Apesar disso, estarão marcadas pelo aparente fortalecimento dos guerrilheiros e por um crescimento da produção e comercialização de cocaína e heroína.
A reunião, no entanto, é precedida pelo anúncio feito em Washington de que "não há planos de intervir ou enviar tropas" à Colombia nem se pensa em "cercar" esta nação sul-americana, disse Arturo Valenzuela, diretor de Assuntos Interamericanos do Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos.
O ministro de Relações Interiores, Néstor Martínez, reiterou hoje o expressado várias vezes por Pastrana, dizendo que uma eventual intervenção armada externa na Colômbia não passa de "produto da imaginação" de alguns. No entanto, as FARC sustentam que a "direita belicista de ambos os países resolveu uma intervenção" estrangeira na Colômbia.

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