Chega ao fim lei que criou figura do promotor independente
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terça-feira, 29 de junho de 1999
Por Cristiano del Riccio, da Ansa 
Washington, 30 (AE-ANSA) - A lei sobre promotores independentes, que nos Estados Unidos deu poder a Kenneth Starr para investigar o presidente Bill Clinton, expirou hoje depois de 21 anos de vida, passando do Watergate ao Sexgate.
O fim da lei, oficializado à meia-noite de hoje, marca a abolição nos EUA da figura mais temida dos habitantes da Casa Branca.
Os cinco magistrados ainda no cargo - Starr e outros quatro - poderão completar suas atuais investigações, sem limite de tempo
mas no futuro não poderão ser nomeados outros procuradores com as mesma prerrogativas.
O presidente Clinton recebeu de forma favorável a morte da lei; o Congresso nada fez para renová-la; e o próprio Starr já havia se pronunciado por sua abolição.
A lei nasceu em 1978 à sombra do Waltergate. Foi ativada para o "massacre de sábado à noite", quando o presidente Richard Nixon despediu o magistrado que estava investigando o escândalo.
A lei estabelecia que os presidentes e outros membros do Executivo deviam ser investigados por um promotor independente, desvinculado do controle do Ministério da Justiça. A idéia era eliminar qualquer possibilidade de contaminação política nas investigações.
Durante os 21 anos de vida da lei, foram nomeados vinte magistrados independentes. Todos os presidentes ficaram sob alguma investigação, desde Jimmy Carter a Ronald Reagan, de Deorge Bush a Bill Clinton, com um gasto total para o contribuinte de US$ 160 milhões.


