São Paulo, 10 (AE) - O chefe de gabinete da vereadora Maeli Vergniano (sem partido), Paulo Antônio Leite, tentou não prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fiscais.
O advogado de Leite, Mário Enzo Pugliese, disse inicialmente que o seu cliente não iria depor e impetrou ação na Justiça com pedido de liminar para suspender o depoimento, mas como o pedido judicial foi negado e a comissão aprovou o pedido de condução coercitiva - pela polícia - do depoente, o funcionário de Maeli acabou depondo.
Pugliese alegou que, além de o seu cliente estar sob cuidados médicos, já havia prestado depoimento à polícia e o seu depoimento à CPI dos Fiscais poderia prejudicar a sua imagem pública porque a "CPI funcionava como um circo".
A afirmação causou a reação imediata de Cardozo, que prometeu entrar com representação por desrespeito na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contra o advogado.
O vereador Wadih Mutran (PPB) ameaçou reagir, mas foi contido a tempo por Cardozo. O depoimento de Leite foi considerado fraco pelos próprios vereadores, pois apenas confirmou fatos conhecidos.
De acordo com Leite, a empresa Plena Saúde cedia ambulâncias para a vereadora atender eleitores e pessoas que precisavam de remoção médica. Ele disse não saber se a empresa ganhava alguma coisa em troca dos favores.
O vereador Dalton Silvano (PSDB) apresentou requerimento para que a Prefeitura informe se a empresa presta algum tipo de serviço para algum módulo do Plano de Atendimento à Saúde (PAS). A Agência Estado revelou recentemente que a vereadora Maeli Vergniano usava motorista contratado pela Vega para serviços particulares.
A vereadora alegou que o motorista, que trabalhou em sua campanha, fez um favor num dia em que estava em seu gabinete conversando sobre trabalho, pois não estaria satisfeito na empresa.

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