Chefe da Polícia desafia coordenador de segurança a apresentar nomes
Chefe da Polícia desafia coordenador de segurança a apresentar nomes16/Mar, 21:34 Por Felipe Werneck Rio, 16 (AE) - O chefe da Polícia Civil, Rafik Louzada, desafiou hoje à noite o coordenador de Segurança Pública do Estado, o antropólogo Luiz Eduardo Soares, a apresentar nomes de policiais da chamada "banda podre" da instituição e disse que ele "não entende nada de polícia". "Fiz ofício e estou interpelando judicialmente o senhor Luiz Eduardo para que dê os nomes, se é que ele os tem, com informações, provas, indícios do que disse aos jornais", afirmou Louzada, após reunião com o secretário da Segurança, coronel Josias Quintal. "Ou ele tem os documentos, ou está com problema nas faculdades mentais", acusou. O chefe da Polícia Civil quer fazer uma investigação administrativa, independente da apuração que será feita pelo Ministério Público. "Nego qualquer ligação com esse rótulo banda podre, que não existe, e rebato veementemente todas as acusações." Louzada analisa amanhã (17) os pedidos de exoneração do coordenador das Delegacias Especializadas, Marcos Reimão, e do coordenador da Capital, Mário Azevedo - os dois são citados nas denúncias de Soares. Louzada deverá também anunciar o nome do novo corregedor da polícia. "Continuo pensado que ele (Waldyr Arruda, ex-corregedor) é o melhor." Segundo o chefe da Polícia Civil, Luiz Eduardo teria recebido informações de pelo menos cinco "informantes" - três delegados e dois agentes. "Como ele não entende nada de polícia esses informantes, com interesses políticos, colocam palavras na boca dele", afirmou. "O professor (Luiz Eduardo) é um idealista, nota dez em cidadania, já li até dois livros dele, mas está desmoralizando e achincalhando a instituição." Louzada disse que sua gestão é profissional, e não política. "Recebi vinte pedidos de deputados para nomear delegados desde que assumi e não aceitei nenhum."





