Chefe da Polícia Civil de Londrina pede compreensão
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Compreensão e paciência por parte da população, com a otimização dos recursos já existentes e sem incremento de pessoal para conter o avanço da criminalidade. A 'receita' para o ano de trabalho da nova administração da Polícia Civil de Londrina foi passada ontem pelo chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP), Sérgio Luiz Barroso, durante uma conversa com os vereadores, na Câmara. Curiosamente, ontem também foi o dia de uma fuga em massa (40 presos) das carceragens superlotadas do 4º Distrito Policial (DP).
Na chefia da corporação desde o mês passado, Barroso relatou aos vereadores o plano de ação para 2006 e início de 2007. Entre as ''iniciativas práticas'', está a implantação de um Centro de Atendimento à População, voltado a vítimas de delitos leves, na parceria que será firmada com universidades para a cessão de estagiários de Serviço Social, Direito e Psicologia. A instalação está prevista para no máximo dois meses, em um prédio da Rua Tupi (Centro) para onde será descentralizado o 1º DP. ''É para aquelas vítimas que, muitas vezes, não querem que o caso tenha um encaminhamento criminal. Isso vai desafogar as delegacias e o Juizado Especial Criminal'', justicou.
De acordo com o chefe da Civil, a superlotação carcerária de Londrina apesar das 148 vagas disponíveis nos DPs, a média hoje é de 550 presos ainda é o principal problema a ser enfrentado, mas com um fator atenuante: a implantação das seis celas modulares no 2º DP, após o Carnaval, o que deve dobrar a capacidade do local.
Por outro lado, Barroso fez uma ressalva: a contenção da criminalidade não se resolve apenas pela cobrança das forças policiais. ''Nós sofremos dos mesmos problemas que o cidadão comum. A sociedade precisa se organizar e cobrar também a ressocialização do preso, a urbanização das favelas, a geração de emprego e renda isso é a causa, e é o todo que precisa ser considerado'', avaliou o delegado.


