Ronaldo Matias de Lima, 38 anos, está, certamente, entre os primeiros chefs de cozinha de Londrina. Ele chegou à cidade há 12 anos, vindo de São Paulo, onde exercia a função no Hotel Maksoud Plaza. Em Londrina, trabalhou inicialmente no Catuaí Shopping Center, logo que o empreendimento foi inaugurado.
Nunca mais deixou Londrina. Mas avisa: ''Em Londrina falta mão-de-obra especializada nesse ramo. Mesmo assim, não é uma cidade com muito espaço para chefs. Talvez daqui a cinco anos haja mais campo, com o desenvolvimento da cidade e da área de turismo, principalmente'', observa.
Chef Ronaldo trabalha há quatro anos no Hotel Bourbon e traz no currículo, além da passagem pelo Hotel Maksoud, também trabalhos no Hilton e Hotel Escola Senac Águas de São Pedro, onde fez curso técnico (na época ainda não havia o curso superior de gastronomia).
Segundo ele, para atuar em hotéis o chef tem que ter uma formação sólida, precisando passar por bons cursos de especialização e aprimoramento. Quem puder, aconselha, deve fazer o curso superior de Gastronomia. 'Não basta só saber cozinhar. A pessoa tem que estudar línguas, tem que aprender a fazer controle de estoque, qualidade dos pratos, controle dos custos, tem que conhecer os produtos disponíveis no mercado e estar sempre se atualizando'', diz.
O gerente operacional do hotel, Leandro Mosca, acrescenta que a sobrevivência de um hotel que tem muitos eventos e serve muitas refeições está, em grande parte, nas mãos do chef de cozinha. Para chegar a chef, Ronaldo cita alguns pré-requisitos: determinação, garra, boa vontade, criatividade, humildade, liderança e vontade de estar sempre pesquisando. (B.B.)

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