Chef de cozinha que morou por oito anos em Londrina relata pânico com passagem do furacão Irma
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quinta-feira, 14 de setembro de 2017
André Bueno<br>Grupo FOLHA 
O chef de cozinha Luiz Henrique Adriano, de 32 anos, que residiu em Londrina de 2002 a 2010, relatou à FOLHA o pânico que passou com a família durante a passagem do furacão Irma, nos Estados Unidos, no último final de semana. Morador do bairro Hunters Creek, em Orlando, na Flórida, Luiz Henrique contou que as dificuldades começaram dias antes da tempestade atingir a região.
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"Moro em Orlando há seis anos com minha mulher e minha filha de dois anos e esta foi a segunda vez que enfrentamos um furacão. Quatro dias antes do furacão vir para a Flórida, Orlando ficou uma loucura, sem comida, sem água, sem combustível e a cidade ficou um caos porque todos se preparam para o dia que ele irá passar. Por conta de sua força, ficamos sem luz antes mesmo dele chegar à cidade. Quando o Irma passou por aqui na madrugada de domingo (10), foi assustador, os ventos fortes parecem que levará sua casa", revelou.

"A água chegou a entrar na porta de casa devido às fortes chuvas. Minha filha acordou na madrugada devido aos ventos pois parecia que iria destruir e quebrar todas as janelas. Nos preparamos bem para esse furacão mas quando ele passa você pensa que podia ser pior o estrago. Com certeza no próximo iremos nos preparar muito mais pois a Flórida é rota para furacões. Não tem como evitar", complementou.

De acordo com informações do NHC (sigla em inglês para Centro Nacional de Furacões), Irma chegou a ser um furacão de categoria 5, a mais alta da escala Saffir-Simpson, e foi reduzido à categoria 3 no domingo e seus ventos chegaram a 195 km/h. No final de domingo, o furacão caiu para a categoria 2. O governo federal americano informou que quatro milhões de pessoas ficaram sem luz em razão do furacão e, ao todo, 6,3 milhões de pessoas - cerca de 1/3 da população do estado da Flórida - foram orientadas a evacuar da região.
Após a passagem do furacão na região, Luiz afirma que outro drama começa para os moradores. "Depois que passa vem outra situação terrível porque não há luz. Agora que o serviço está sendo restabelecido. Raros são os postos de combustíveis que tenha gasolina e filas enormes para tentar comprar comida. Ainda falta de água e as escolas ficam uma semana sem aula. Aos poucos estamos voltando ao normal", finalizou.
Ao menos 40 pessoas morreram na Flórida e em Estados vizinhos. Irma se tornou o segundo grande furacão a atingir o território dos Estados Unidos nesta temporada.
Confira abaixo um bate-papo com Marco Vico (de Ponta Grossa-PR), chef de cozinha e dono de restaurante:
Por que decidiu ficar nos Estados Unidos e não sair pra outro lugar?
R: Moramos na região (Miami - Fort Lauderdale) ha mais de 20 anos já passamos pela situação algumas vezes, isto fez com que tomássemos esta decisão também fatorei como não ter crianças pequenas os negócios estão também aqui em casa depois que o Furacão passasse estamos aqui.
R: Você se arrependeu?
Quanto arrependermo-nos e sempre fácil dizer depois que tudo passou e tudo está bem dizer não me arrependo , mas sinceramente não nos arrependemos. Tomamos as medidas que fossem necessárias para proteger a nós, a casa e os negócios e o resto está fora do nosso controle.
R: Qual a sensação?
A sensação de estar prestes a ser atingido por um Furacão de categoria 4 ou 5 com ventos de mais de 220 km por hora não aconselho a ninguém.
O que foi mais assustador? Após a passagem, como resume a experiência?
R: É claro que qualquer um em nosso lugar caso eu minha esposa houve momentos de medo principalmente com oa meio da noite com o intenso barulho dos ventos o movimento das enorme árvores sendo derrubadas ao chão , felizmente neste momento já sabíamos que havia desviado um pouco a sua trajetória e o impacto seria menor apesar de ainda corrermos perigo.


