Moscou, 05 (AE-ANSA) - Separatistas chechenos anunciaram hoje (05), através de seu site na Internet, a execução de oitos soldados russos ao fim do prazo concedido a Moscou para que eles fossem trocados por um coronel acusado de violação e assassinato.
Em sua página na rede, os rebeldes informaram a execução de oito soldados das tropas especiais do Ministério do Interior (Omom), diante da negativa de Moscou de trocá-los por um coronel russo, acusado de estuprar e assassinar uma jovem chechena de 18 anos.
Moscou, que não negou nem confirmou a notícia, limitou-se a dizer que "verificaria a informação.
Através da rede, os chechenos anunciaram também que tinham em seu poder mais nove soldados, capturados hoje em uma emboscada na qual morreram 43 militares de Moscou. Um dos soldados prisioneiros morreu em consequência das feridas sofridas durante o ataque.
Entretanto, o presidente russo, Vladimir Putin, assegurou que a situação na Chechênia "evolui segundo as previsões e que não ocorrera nada que não havia sido previsto". Putin, de visita à cidade de Mourmansk, no norte da Rússia, acrescentou, por outro lado, que estão sendo reforçadas as ações contra aqueles que se negam a se beneficiar da lei de anistia e redenção.
Moscou prometeu anistia aos combatentes chechenos que se renderem às autoridades russas.
O representante russo para os Direitos Humanos na Chechênia, Vladimir Kalamanov, declarou também hoje que a proposta da alta comissária da ONU, Mary Robinson, de criar uma comissão investigadora independente, era "interessante".
Kalamanov disse, entretanto, que acredita ser mais importante verificar os crimes cometidos pelos rebeldes chechenos no curso dos últimos sete anos.
Há dois dias, quando a representante das Nações Unidas ainda se encontrava em viagem de inspeção na Cehchênia, o Kremlin divulgou um vídeo com imagens terríveis de tortura e até mesmo uma decapitação.
No dia seguinte, em seu retorno a Moscou, Robinson sugeriu a criação de uma "comissão independente" para verificar a veracidade dos numerosos testemunhos de chechenos abordados durante sua missão no Cáucaso.

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