Checagem reduz morte em cirurgia
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sexta-feira, 13 de março de 2009
Agência Estado 
Rio- Apenas dois hospitais do Rio adotam um checklist pré-operatório, que poderia ter evitado a morte da dona de casa Verônica Cristina do Rego Barros, supostamente vítima de erro médico por ter operado o lado errado do cérebro no Hospital Getúlio Vargas (HGV), na zona norte. A checagem de 19 itens é preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mas apenas o Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras, público, e o Hospital Pró-Cardíaco, particular, adotam esse procedimento antes das operações.
O checklist nada mais é do que o profissional falar em voz alta o que será operado e quais instrumentos serão usados. Estudo publicado no mês passado na revista ''New England Journal of Medicine'' revelou que a adoção de um checklist antes da realização de cirurgias diminui em 47% a mortalidade operatória, além de reduzir 36% das complicações pós-operatórias.
Para o chefe da Divisão de Procedimentos Cirúrgicos do INC, Alexandre Siciliano, que ajudou a implementar o checklist nos dois hospitais, poucos médicos adotam a checagem justamente porque é um procedimento que parece óbvio. ''É enfadonho, mas falar em voz alta o que será operado e quais os instrumentos que serão usados faz com que todos passem a perceber a responsabilidade que têm sobre aquele ato e aumenta o foco naquela cirurgia em particular.''
Durante o estudo, realizado entre outubro de 2007 e setembro de 2008, foram analisados dados clínicos de mais de 3.000 pacientes em oito hospitais de oito cidades em vários países representando, dessa forma, uma variedade de circunstâncias econômicas e diversas populações de pacientes.
Nos Estados Unidos, a adoção desse checklist de 19 itens é obrigatória para a acreditação da unidade hospitalar pela Joint Commission, responsável pela emissão da certificação.


